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Baltasar Garzón pediu que promotor sueco vá a Londres ouvir seu cliente.
Ele diz ter dados que provocarão surpresa ao serem revelados.

O espanhol Baltasar Garzón, advogado de defesa do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta quinta-feira (23) que tem informações importantes sobre as acusações na Suécia de estupro contra seu cliente que provocarão surpresa quando reveladas.

Garzón, que se reuniu no domingo (19) com Assange para estabelecer uma estratégia legal, disse que a defesa pediu que um promotor sueco viaje a Londres para ouvir o fundador do WikiLeaks.

Ao tomar conhecimento do pedido, a porta-voz da justiça sueca, Helena Ekstrand, afirmou que os magistrados suecos se negam a viajar a Londres para ouvir o fundador di Wikileaks.

“Não há nada novo. Seguimos esperando Assange”, disse.

O australiano, de 41 anos, refugiado na embaixada do Equador em Londres há dois meses, é acusado na Suécia de estupro e agressões sexuais, o que ele nega. O ativista virtual afirma que o pedido de extradição sueco é uma desculpa para que seja enviado aos Estados Unidos, onde seria julgado pela divulgação de milhares de telegramas diplomáticos confidenciais.

Garzón, famoso pela tentativa de levar ao banco dos réus em 1998 o ditador chileno Augusto Pinochet, afirmou que a defesa tem elementos fundamentais sobre as acusações, que provocarão “uma grande surpresa”.

“Não podemos divulgá-las imediatamente, mas pedimos à promotoria que tome um depoimento de Assange”, disse Garzón em Brisbane.

Situação
Com asilo político concedido pelo Equador, mas sem poder deixar a embaixada do país em Londres, o futuro de Julian Assange é incerto, e os temores de uma deportação para a Suécia crescem diante do impasse.

O fundador do site WikiLeaks entrou na embaixada do Equador em Londres no dia 19 de junho, depois de esgotar todas as opções legais contra um pedido de extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais, o que ele nega.

A decisão do Equador de conceder asilo diplomático a Assange foi divulgada nesta quinta-feira (16) pelo chanceler do país Ricardo Patiño.

A Grã-Bretanha se disse decepcionada com a decisão equatoriana e ressaltou que ela “não muda nada”. “De acordo com nossa legislação, já que Assange esgotou todas as possibilidades de recurso, as autoridades britânicas estão obrigadas a extraditá-lo para a Suécia”, informou o governo de Londres.

Além disso, a diplomacia britânica destacou que ainda busca uma solução negociada que permita cumprir com as obrigações dentro do tratado de extradição.

O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, afirmou na quinta-feira que prevê deixar a embaixada do Equador em Londres dentro de um ano se a Justiça sueca abandonar o seu caso por alegados delitos sexuais, que nega.

Numa entrevista gravada na embaixada equatoriana e divulgada na quinta-feira pela televisão do Equador Gama e pela cadeia venezuelana Telesur, Assange reiterou que a sua vida corre perigo se for extraditado para os Estados Unidos, onde receia poder ser condenado à morte ou a prisão perpétua devido à divulgação pelo seu portal de milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos confidenciais.

Assange está desde junho na embaixada do Equador em Londres e as autoridades britânicas dizem-se obrigadas a extraditar o australiano para a Suécia para responder às acusações de que é alvo.

Julian Assange alerta para o controle de informações pelos governos em entrevista na Embaixada do Equador

Em entrevista concedida ao canal Telesur, exibida na noite desta quinta-feira, o ativista e fundador do WikiLeaks Julian Assange falou sobre a Suécia, sua vida na embaixada equatoriana, o controle de informações e a perseguição que acredita sofrer dos Estados Unidos.

Falando da embaixada do Equador em Londres, onde se refugia desde 19 de junho por acusações de crime sexual na Suécia, Assange afirmou que tenta seguir os métodos formais dos tribunais suecos, mas que o país deixou de ser neutro. “Existem muitas coisas boas a respeito da Suécia, mas as coisas mudaram de maneira muito triste.”

Para ele, a Suécia era um país que antes se orgulhava de sua neutralidade, mas agora se posiciona em mais de 100 comitês da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com suas forças armadas sob o comando dos EUA no Afeganistão e sendo o provedor número 1 de armas para os Estados Unidos durante a guerra do Iraque. Ela reafirmou, porém, que, se o “terreno for correto”, está disposto a ir à Suécia responder às acusações.

Assange teceu novas críticas contra o controle de informações por parte dos governos e alertou para a vigilância de informações. “Até mesmo os telefones celulares são monitorados para identificar dados e localização geográfica das pessoas. Vamos chegar a um Estado centralizado transnacional, que envolve não só os EUA.”

Perguntado sobre o que pensa das críticas que sofre por parte da imprensa – segundo as quais estaria utilizando o Equador por motivos pessoais, ao passo que Quito estaria explorando-o politicamente -, o ativista garantiu não se sentir usado. “Existe uma mutualidade de valores. Sou qualificado como um perseguido político do governo dos Estados Unidos e seus aliados, e fizemos esforços para apresentar ao Equador provas de que essa perseguição à minha pessoa e ao WikiLeaks existe.”

Julian Assange disse que o impacto do trabalho do WikiLeaks é sensivelmente maior do que sua situação pessoal e que, por isso, não se sente derrotado. Ele espera conseguir deixar a Embaixada do Equador dentro de seis ou 12 meses, e acredita que a resolução será fruto da diplomacia.

Baltasar Garzón diz temer que seu cliente seja enviado aos norte-americanos

Na última quinta-feira, 30, o advogado de Julian Assange disse acreditar que os Estados Unidos mantêm uma investigação sigilosa sobre seu cliente, que está asilado na Embaixada equatoriana em Londres. À agência EFE, o espanhol Baltasar Garzón, que atende o criador do Wikileaks, afirmou que “está claro” que há essa investigação, “que preocupa muito”.

“Julian Assange tem de se apresentar perante à Justiça sueca, e desde o início pretende fazer isso, só que exige uma série de garantias mínimas que evitem sua extradição ou a possibilidade de entrega a um terceiro país, neste caso, os EUA”, comentou o advogado, na Nicarágua, onde foi para se encontrar com o presidente Daniel Ortega.

Até agora, os norte-americanos não se pronunciaram sobre a situação, fato que também preocupa o Equador. Mesmo assim, Garzón pensa que Assange pode ser enviado para lá, onde pode ser tratado como o soldado Bradley Manning, que teria vazado documentos de seu país para o Wikileaks no ano passado.

David Coombs, um dos advogados de Manning, denunciou que seu cliente está preso em uma cela de 1m x 2m, onde dorme nu sob vigilância constante, e que só tem 20 minutos por dia para ficar ao ar livre.

O advogado espanhol disse que, se Assange for mandado aos EUA, eles o acusarão por “uma ação que não tem como motivo uma atividade delitiva, mas o exercício da profissão e da liberdade de expressão, no sentido de ter publicado uma série de documentos que afetam um país ou que afetam determinadas instituições”.

WIKILEAKSBRASIL.ORG

Posted: Fevereiro 8, 2011 by HOCKS in Wiki-updates

Para entrar no site basta clicar na imagem.

Créditos:Warlockbr

Responsável pela divulgação de documentos sigilosos se entregou à polícia.
Australiano de 39 anos já foi multado em 1991 por invasão de sites.

Principal responsável pela divulgação de centenas de milhares de documentos sigilosos, o criador do site WikiLeaks, Julian Assange, tenta manter discrição sobre sua vida, troca de telefone com freqüência, evita cartões de crédito e costuma dar nomes falsos em hotéis.

O pouco que se sabe sobre ele está num longo perfil publicado pelo jornalista Raffi Khatchadourian para a revista americana “New Yorker” em junho, antes de Assange se tornar um dos principais inimigos dos EUA e uma espécie de pop star para internautas e anti-americanos.

Segundo a reportagem, Julian Paul Assange nasceu em 1971 em Townsville, no nordeste da Austrália. O mais provável, no entanto, é que ele tenha nascido em trânsito, já que os pais dirigiam uma companhia de teatro itinerante.

A mãe viveria depois com um músico, com quem teve um segundo filho. Com medo de perder a guarda do filho mais novo, após a separação, ela viveu como nômade com os dois filhos.

Foram cerca de 36 mudanças até os 14 anos de Assange e por conta disso –e também pela crença da mãe de que o estudo formal tornaria os filhos subservientes à autoridade- eles não tiveram um ensino formal.

“Eu gastava o máximo de tempo que podia em bibliotecas indo de um assunto a outro, lendo atentamente todos os livros que eu achava em citações”, contou Assange à revista.
Aos 16 anos, Assange tinha um modem e seu computador foi transformado em um portal. Ainda não existiam websites, mas as redes de computadores e sistemas de telecomunicações estavam suficientemente ligadas para formar uma rede que alguém com grande conhecimento técnico conseguiria invadir.

O fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange (dir), e sua representação em presépio de Nápoles (Foto: AFP

Hacker
Com o surgimento da internet, entrou para o mundo da pirataria. Junto com outros hackers, em 1991 admitiu que havia invadido os sistemas da Universidade Nacional da Austrália, o Instituto de Tecnologia Royal Melbourne (RMIT) e a empresa de telecomunicações canadense Nortel.

Acusado de 20 delitos, acabou sendo condenado apenas a pagar uma multa de 2,1 mil dólares australianos –sob a condição de que não voltaria a cometer outros crimes.

Aos 18 anos teve um filho com uma namorada. A disputa pela custódia lhe rendeu cinco anos de batalhas judiciais, sem sucesso.

Junto com a acadêmica Suelette Dreyfus, ele lançou “Underground”, que se tornou best-seller entre internautas, no qual descreve as regras da subcultura hacker.

Em 2006, abandonou os estudos em matemática e física na Universidade de Melbourne e fundou o WikiLeaks, com o objetivo de publicar informações filtradas de “regimes opressores” como China, a antiga União Soviética, a África Subsaariana e o Oriente Médio, sem deixar à margem as “condutas pouco éticas” de países do Ocidente.

O site começou a recebeu colaborações de várias partes do mundo, se tornando uma fonte segura para delatores. Entre suas revelações estão desde documentos sigilosos sobre a Guerra do Afeganistão a mensagens pessoais da ex-candidata a vice-presidente dos EUA Sarah Palin.

O site é mantido por centenas de voluntários e uma equipe de apenas três a cinco colaboradores com dedicação exclusiva. Conhecidos apenas pelas iniciais, eles se comunicam por meio de mensagens criptografadas.

20 servidores
Por segurança, o WikiLeaks mantém seu conteúdo em mais de 20 servidores ao redor do mundo e utiliza centenas de domínios – bancados por voluntários e doadores.

O site chegou às manchetes do noticiário em abril, quando divulgou um vídeo de 38 minutos feito por um helicóptero americano no Iraque em 2007. As imagens mostravam os soldados matando ao menos 12 pessoas, entre os quais dois jornalistas da Reuters, durante um ataque a Bagdá.

Desde então, Assange começou a dar entrevistas para defender o site. Em julho e outubro, centenas de milhares de documentos militares americanos relativos às guerras no Afeganistão e no Iraque foram divulgados.

Em agosto de 2010, logo após pedir licença de trabalho e residência na Suécia – o que lhe foi negado – a Justiça sueca iniciou processos relacionados a duas denúncias contra ele, uma por estupro e outra por abuso sexual.

Pela acusação de estupro, em 18 de novembro de 2010, a Corte de Apelação de Estocolmo recorreu à Interpol, polícia internacional, para executar a detenção e extradição. Seu advogado recorreu, mas em 2 de dezembro a Corte Suprema manteve a decisão de prisão.

Após iniciar a divulgação dos cerca de 251 mil documentos sigilosos da diplomacia americana, em 28 de novembro, Assange se tornou um dos homens mais procurados do mundo. Entregou-se à polícia de Londres.

A promotora pública sueca que expediu o mandado de prisão contra o australiano disse que a detenção tem a ver com os crimes sexuais, e não com a divulgação dos documentos secretos norte-americanos. O WikiLeaks informou que continuará a divulgação.

O site WikiLeaks, que publica documentos diplomáticos sigilosos, pode ganhar o Prêmio Nobel da Paz deste ano.

A novidade foi anunciada por SnorreValen, membro do parlamento norueguês, um dia após as propostas de nomeação serem encerradas. Ele elogiou o site e destacou a importância dele para a “liberdade de expressão e para a transparência”, o que confirmou a indicação. Além de expor atos de corrupção, a página chama a atenção dos internautas e ganhou a imprensa mundial. O prêmio é anunciado em outubro.

Entretanto, a nomeação não foi feita diretamente ao criador do WikiLeaks, Julian Assange. Caso vença, a comissão do Nobel pode ser fortemente criticada, como foi ao contemplar o presidente americano, Barack Obama, e o ativista chinês Liu Xiaobo.

Não é comum que os concorrentes ao prêmio sejam revelados antes da cerimônia, mas não há nada que proíba a prática.

Durante esta segunda e a próxima terça-feira, o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, comparece ante a justiça britânica, em audiência que estuda a extradição contra ele apresentada pela Suécia.

Assange havia sido autorizado pela justiça a dormir na capital britânica durante os dois dias de audiência, que teve início às 9h15 (7h15 no horário de Brasília) no tribunal ao sudeste de Londres.

O australiano, de 39 anos, nega todas as acusações e considera que o caso tem motivação política, em consequência da divulgação pelo WikiLeaks e muito jornais de centenas de telegramas confidenciais da diplomacia americana, além de documentos secretos sobre as guerras do Iraque e Afeganistão.

Os advogados de defesa afirmaram que irão alegar ao juiz que a demanda não se justifica, uma vez que Assange não foi acusado formalmente a respeito das regressões denunciadas por duas mulheres suecas em agosto de 2010. A defesa do fundador do WikiLeaks também alegará que caso a justiça britânica aceite o pedido sueco, há “um risco real” de que o governo dos Estados Unidos busque a “extradição ou entrega ilegal” do australiano e de que, neste caso, termine em Guantánamo ou corra o risco de ser condenado à pena de morte.

A justiça americana já iniciou uma investigação contra Assange, porém até o momento não apresentou nenhuma acusação.

EUA cria esquadrão para combater WikiLeaks

Posted: Fevereiro 4, 2011 by HOCKS in Wiki-updates

A CIA criou uma task-force para avaliar o impacto da divulgação de telegramas diplomáticos passados pela organização WikILeaks a vários jornais.

Seu nome é WikiLeaks Task Force, mas o diário “Washington Post” diz que nos corredores da agência em Langley, Virginia, é mais conhecida pela sigla WTF. Isto causou algum frisson porque WTF é muito usado em linguagem on-line ou sms para expressar espanto (What the fuck?).

A agência de espionagem vai tentar avaliar os danos causados por algumas revelações. Uma das informações mais embaraçosas para os EUA foi que o Departamento de Estado teria pedido uma lista de informação sobre responsáveis da ONU – soube-se entretanto que este pedido veio da CIA. Mas em geral, a agência saiu relativamente incólume da torrente de informação, nota o diário britânico “The Guardian”.

Fonte: Público